Embuste


Palavra do autor:

Embuste ou Disfarce

Há quem diga que o embuste é automaticamente uma redução de qualidades e personalidade de alguém que precisa enganar por algum motivo.
Desde os tempos primitivos o homem foi se especializando em despistar. Mas esses conhecimentos primitivos  não são as únicas formas de conhecimento que o homem possui para enganar e interpretar a realidade.
O homem desde a sua pré-história deixou marcas de sua sensibilidade nas paredes das cavernas, quando desenhou sua própria figura e a figura da caça, criando uma expressão do conhecimento que traduz emoção e sensibilidade.  Embuste e desfaçatez são domínios do conhecimento humano.


O EMBUSTE

O telefone toca insistentemente.
Sai do meio dos lençóis uma mão pálida e preguiçosa...
Pega o telefone e com a voz mais preguiçosa ainda diz:
-Alô! Luzia Morano...
-Luzia precisa vir rápido temos um caso para você. – diz uma voz eufórica do outro lado.
- Ah... Não! Ainda é de madrugada... O que foi Joe?
- Luzia! Acorda!
= Nem vem Joe! Tem que ser muito sério
-Luzia está sentada?
=Estou deitada Joe.
- Tá bom! Então lá vai: Detetive Luzia Morano Mataram O VINGADOR!
Por uns instantes Luzia para de respirar, sente tontura, seu ventre dói. 
Ela está no quinto mês de gravidez e o susto foi forte.
Ela levanta devagar, com as mãos por baixo do ventre como se pudesse proteger seu filho, põe as pernas para fora da cama com movimentos lentos e respirando firme:
 Inspira, expira, para acalmar-se.
A dor esta bem forte, aguda!
Luzia precisa pensar com clareza, acalmar-se, não quer perder seu filho e precisa ir até a cena do crime para reconhecer o corpo.
O grito calado de Luzia não encontra eco.
Não existe ressonância entre o que ela pensa e o que ela diz, são palavras de alento a si mesmo e que ela precisa acreditar.
= Calma Luzia Morano!
Quando chegar lá, você verá que não é Sebasthien ele não se deixaria ser pego assim.
Ela precisa crer no que ela diz, porque o que ela pensa é:
= E a gora como vou ficar sem Sebasthien o que vou fazer? 
Oh Deus não vou suportar sem ele...
Luzia veste a mesma roupa que havia jogado sobre a poltrona quando chegou cansada da delegacia e vai ao banheiro.
Molha o rosto se olhando no espelho, seu rosto é uma máscara de dor e de desespero, mas ela é um policial e tem de agir como tal.
Ainda olhando no espelho as gotas de água que escorrem pelo rosto, fala com sua imagem refletida:
= Você não pode se perder Luzia!
Não pode desmoronar!
Não faça de seus sonhos quimera!
Não apague o que um dia foi um sorriso pelo fatídico destino.
Não seja tragada por sonhos desfeitos, projetos, planos, traga forte em seu coração o que você pensa ter perdido.
Reage mulher!
Dizendo assim Luzia passou a mão molhada nos cabelos, prendeu em um rabo de cavalo, pegou a bolsa e saiu rápido, chamou o elevador, mas antes de entrar lembrou que esqueceu as chaves do carro ia voltar correndo arfando quando ouviu uma voz grossa e conhecida:
- Detetive venha vou levá-la ao local do crime.
= obrigada Joe! Vamos!
Luzia respira aliviada, Entraram no elevador e Joe apertou o botão “térreo” enquanto descem Luzia pergunta:
= Onde está o corpo?
- Aqui perto Luzia.
Os dois se calam!
Sai do elevador em silêncio, Joe nota o semblante lívido de Luzia, ajuda-a a entrar no carro, corre para o volante e sai roncando pneus.
Dois quarteirões depois... Muita gente...
Luzia de longe conhece a faixa amarela de isolamento da polícia, o coração acelera...
Joe estaciona e a ajuda a descer, Luzia firma o passo e vai até o isolamento com dificuldade pela dor no baixo ventre e pela grande quantidade de curiosos.
Ela procura com o olhar entre a multidão o invólucro preto...
E pede aos céus que não esteja ali...
Que tudo não passe de um pesadelo...
Avista a ponta dele, sente tontura, é aparada por Joe que pergunta se ela quer desistir do reconhecimento.
=Não Joe! Preciso fazer isso, é o meu amigo.
Luzia chega perto, os detetives vêm ao seu encontro falando sobre tudo que descobriram,
Ela não ouve precisa ver o corpo seu coração não quer acreditar que seu amigo está ali debaixo daquele plástico preto na sarjeta.
 Sempre atento Joe a segue de perto, Luzia se abaixa ao lado do corpo e pega a ponta do plástico de dum golpe descobre o corpo jaz na beira da estrada.
 E começa a narra sobre o cadáver para que seja anotado.
Homem – alto - mais ou menos 1:95 m de altura - 85 kg- cabelos claros e compridos – usa mascará ninja negra - sobretudo, negro - e toda roupa também negra - não usa calçados apenas meias. 
Vou retirar a máscara para vermos a cor de seus olhos.
Luzia retira a máscara com a respiração presa.
Tem um desfalecimento e é amparada por Joe.
O rosto do cadáver é uma massa de carne, os tiros foram todos na cabeça desfigurando o rosto, parte da cabeça do lado esquerdo e parte do pescoço.
- Quer desistir Doutora?
= Não Joe! Só vou respirar! Abra roupa dele, por favor.
Um policial se abaixa junto ao cadáver e com um canivete corta cuidadosamente os botões da camisa, Luzia pede que abram toda a camisa;
E la está a cicatriz do abdômen em pé, acima do umbigo...
Esse cadáver se parece muito com Sebasthien, mas a esperança ainda reina no coração dela.
 Luzia passa a mão no lado direito abaixo das costelas e sente mais uma cicatriz a que Charles Durnning Fez no dia que o sequestrou, as esperanças vão morrendo não pode existir tanta coincidência. Luzia caminha os dedos pelo abdômen mais á baixo descendo a virilha e fica pálida...
Joe a ampara outra vez.
Luzia se levanta e diz.
= É ele! É Sebasthien Rousseau. O VINGADOR.
Os policiais cobrem o cadáver olhando penalizados para Luzia, ela é querida por todos e eles veem seu sofrimento.
Luzia perdeu mais alguém que amava.
Joe quer levá-la para sua casa, mas Luzia não aceita quer investigar, não entende como Sebasthien se deixou ser pego assim, deformando todo seu rosto.
Esta pessoa Fez de propósito!
Como chegaram tão perto dele sem que ele reagisse?
Sebasthien é forte, exímio lutador, usava ates marciais do ninjútsu.
O que houve meu Deus?
São perguntas que ela pretende descobrir com os indícios da investigação.
Claro que haverá uma investigação!
Afinal, Sebasthien ajudou a solucionar vários casos, mesmo que ele estivesse à margem da lei ajudava aos policiais com o consentimento dos mesmos. Então nada mais justo que uma acirrada investigação.
O VINGADOR Era conhecido por muitos como o homem dos milagres que previa fatos. 
Vestia-se de forma sóbria onde se destacava o seu, sobre tudo.
Era um homem simples e bom, dava atenção às pessoas mais humildes e odiava os malfeitores a quem ele não tinha piedade.
Sebasthien foi um devotado detetive de policia, acreditava na justiça universal e realizou estudos sobre tudo que dizia respeito à lei.
Suas tentativas pacifistas facilitaram seu contato com uma grande quantidade de peritos criminais dos quais ele aprendeu muito sobre sua profissão.
Luzia procurava sem cansar, revistava provas, estava invocada com este assassinato.
Foi tudo muito bem orquestrado!
Dois dias se passaram da morte do VINGADOR e ninguém tinha encontrado nada para ajudar a solucionar o caso, Luzia estava exausta de tanto passar sem dormir procurando nas coisas de Sebasthien algo que a ajudasse com esse mistério.
Na manhã seguinte ao assassinato do VINGADOR o inspetor geral chamou Luzia e deu a ela o caso de Justine Meyke um famoso cantor de rock que havia sido raptado por quatro meliantes em uma van vermelha, o veículo em questão invadiu o estacionamento do hotel de Justine na hora em que o cantor e a banda saiam para pegar seu ônibus de shows, que ficava no estacionamento “prive”.
As pessoas que viram o rapto vieram dar seus depoimentos.
Justine é um cara adorado por todos e idolatrado pelos fãs.
É um belo homem de vinte e oito anos
Um metro e noventa de altura,
Oitenta e cinco quilos,
Corpo perfeito, caucasiano, cabelos compridos e bem tratados.
Muito cortês e gentil com todos.
Amigos e vizinhos vieram a delegacia ajudar a polícia com o que sabiam sobre ele.
Seus pais rezavam para que ele não tivesse morrido.
Alissa e Albertini irmãos de Justine estavam desesperados, sabiam que o Astro não absorveria bem a ideia do rapto e não aceitaria aquilo tão calmamente.
                           
Segunda Parte

Enquanto a policia de Nápoles investiga o rapto de Justine uma figura estranha vaga perdida num milharal, anda em círculos, quão fechada é a plantação.
Sua faca de caça já está cega de tanto abrir caminho entre os milharais.
Sente muita fome, já comeu algumas espigas cruas pelo caminho, mas sente fome de carne, está ficando desnutrido e é um homem grande, precisa de proteínas e água.
O homem está usando roupas de couro que lhe tolhem os movimentos por isso arrancou as mangas da jaqueta, o que foi muito ruim, pois ficou com os braços todo lanhado pelo milharal e coça muito, a camisa que vestia por baixo da jaqueta era de malha, ele tirou e rasgou fazendo atadura para sua cabeça que estava sangrando e doía muito, e para as suas mãos que estão feridas, devido o roçar do milharal com a faca cega.
 O sol já está se pondo e ele irá passar a terceira noite ali.
Então resolveu voltar todo caminho que fez agora já roçado e tentar situar-se.
Não consegue entender a razão de estar em um milharal tão extenso.
O que lhe parece; é que foi colocado ali.

Ele está todo sujo de terra, seu cabelo emaranhado já escorre suado sobre os ombros.
Havia dobrado as calças descobrindo as canelas e a jaqueta de botão já tem uns rasgos pequenos, a bota está lhe pesando nos pés, mas se tirar cortará toda a sola dos pés com as folhas que estão no chão, roçadas por ele.
Depois que voltou todo caminho, ele descobriu desolado, que andou em círculos.
A Lua começa a despontar.
O homem sente um grande carinho e uma cumplicidade “indizível” por esta majestade a Lua!
Situando-se agora pela Lua ele vai seguir para fora deste milharal, ele sabe que precisa seguir para o sul, não sabe por que, mas foi o que fez.
Atravessou o mar de milho e chegou num descampado, não conhece nada ali, mas tem certeza de que se seguir sua intuição chegará a segurança de algum lugar onde possa saber quem ele é e o que estava fazendo naquele lugar.
Andou sem trégua, até que o breu tomou conta de tudo, olhou para o céu a procura de sua guia e viu que o céu esta nublado.
Sentiu um aperto no coração!
Seu estômago já estava embrulhando a mente nublada pela sede.
Continuou avançando tentando não pensar em coisas ruins, mas era difícil.
Um pedaço da lua foi descoberta e um facho de luz iluminou em volta do homem que parou de súbito ao ver aquilo. Seu coração deu uma relaxada ao ver o tanto de luz que o rodeava como um astro embaixo de refletores.
De repente ouviu barulhos no milharal!
Pareciam passos de alguém afastando as odiosas folhas que já havia lhe ferido toda pele.
Os passos vinham da parte não iluminada, se aproximavam devagar, algo apavorou o homem a ponto de sentir vontade de gritar, mas não conseguiu nem abrir a boca, ou mover qualquer músculo do corpo.
Um rosnado começou baixinho e foi aumentando à medida que os passos se aproximavam.
Ele estava petrificado pensando: que animal seria aquele no meio do milharal.
Quando uma gota de suor frio passou por seu nariz, a luz que estava em sua volta foi perturbada por uma sombra que aumentava...
E desta sombra ele viu dois olhos amarelados e doentios, enormes, um urro, uma dor lancinante na cabeça... Escuridão total.
Ele acordou numa toca ao alvorecer.
Uma espécie de esconderijo que ficava depois de todo o milharal, o homem revistou todo local viu por uma abertura que ficou pela grande pedra que cobria a entrada, que era uma abertura enfiada numa colina suave.
Lá dentro tinha livros, brinquedos, peles de coelhos, guloseimas, algumas garrafas de água que ele abriu de imediato uma e tomou.
No meio as coisas havia uma bússola.
Porém ele sabia que se não saísse sozinho daquele lugar, ninguém o acharia ali.
Mas o que ele precisava agora era dormir um pouco descansar...

Terceira Parte

- Doutor Tardelli eu preciso lhe falar!
- Luzia! Pode esperar um pouco? 
Chegou um parente de Sebasthien Rousseau vindo de Pontoise na França e deseja ver o corpo.
- Eu preciso falar antes! É de suma importância. – Disse Luzia
  O Doutor Tardelli viu que ela estava realmente apreensiva e pediu que levassem o parente de Sebasthien a um hotel e que logo seria chamado.
O senhor Ravier Rousseau não ficou nem um pouco satisfeito com esta decisão do doutor Tardelli, mas não tinha outra coisa a fazer a não ser aceitar ir para o hotel.
 - Venha Luzia! Vamos a meu escritório.
= Sim doutor Tardelli
Os dois se acomodaram, o doutor Tardelli notou que seria uma longa conversa pela expressão sombria de Luzia e pediu dois Capuchinos.
- O que aconteceu Luzia? Pode me dizer, sinto que precisarei manter sigilo pela sua maneira de agir fora do normal.
= Doutor! Eu não contava com essa pessoa que veio ver o corpo.
Ninguém procurou pelo VINGADOR desde o acontecido com a família dele.
- Calma Luzia! É só um tio que veio reclamar o corpo para um enterro digno.
Afinal é um ser humano, apesar de delinquente.
= Sebasthien não é um delinquente doutor Tardelli



- E como você classifica alguém a margem da lei como ele?
= Sebasthien é um justiceiro! Certo que age a margem da lei como o senhor disse, e muitas vezes fazendo justiça com as próprias mãos, mas vê doutor, ele só faz isso quando a polícia esta de mãos atadas e ele tem certeza do que faz, nunca machucou um inocente.
- Em termos você tem razão Luzia! Por muitas vezes resolvemos casos indecifráveis com a ajuda do VINGADOR. Mas não posso deixar-me levar por sentimentalismos, preciso manter a ordem. Concorda comigo?
= Sim doutor em termos como o senhor mesmo acaba de dizer.
- Bem detetive afinal de contas...
 Ele para de falar por que chegaram os capuchinos fumegantes, cheirosos, derretendo o chantilly. O Doutor Tardelli agradece ao secretário e serve o café a Luzia.
Ela fica olhando para o chantilly se desmanchando formando e formando desenhos de repente ela diz:
= O cadáver não era O VINGADOR
- O QUE?? Grita o doutor Tardelli engasgando com café e sujando algumas folhas. Ele se levanta balançando as folhas e pergunta assustado:
- Como assim Luzia? Você reconheceu o corpo! Porque fez isso?
= Fica calmo doutor!
- Como calmo? O cara ta aí para ver o sobrinho.
= Isso sim foi inesperado, não chamamos ninguém!
 - Isso não vem ao caso Luzia!
= Vem ao caso sim senhor! Porque ele veio sem ser chamado? 
=Como soube do assassinato se nem tem contato com o sobrinho?
= Estão de relações cortadas.
- Qual a sua visão deste caso detetive? Porque fraudou um reconhecimento.
= Porque achei muito estranho Sebasthien ter se deixado ser pego assim, ter o rosto deformado e nenhuma bala em todo corpo, somente na cabeça? Enquanto estava colhendo provas no cadáver, pensei sobre tudo isso e quando não encontrei a cicatriz na virilha me veio a ideia de afirmar ser ele para descobrir o mistério.
Sebasthien pode estar vivo doutor.
- Ninguém sabe desta cicatriz na virilha? De que adiantará então? Como provar sua teoria?
= Os médicos que o atenderam sabem dela e poderão confirmar.
- Como ele obteve esta tão fadada cicatriz?
= O senhor ainda não estava aqui conosco. Sebasthien entrou em luta corporal com uns meliantes que queriam pegar uma moça que estava entrando no beco para comprar narcóticos. Sebasthien os prendeu e entregou-os a policia de Nápoles, mas antes um deles enfiou um canivete no baixo ventre dele. Como Sebasthien não podia ir a um hospital tentou se curar sozinho, mas teve febre desmaiou e o detetive Solano e eu levamos ao hospital. Ele ficou curado, mas ficou uma cicatriz bastante alta.
 - O que você pretende com isso Luzia?
= Como eu disse descobrir o que aconteceu, porque toda essa farsa, onde está Sebasthien.
Ele pode estar em apuros ou pior: em perigo.
- Luzia! O que faremos com o senhor Ravier?
= Vamos ver até onde ele sabe. Se ele confirmar que é Sebasthien Rousseau! Diremos que não pode levar o corpo ainda até terminarmos com as investigações, que deve ficar no IML caso precisemos colher provas, algo deste tipo.
- Detetive Luzia Morano! Você me afirma conscientemente que este cadáver que se encontra em poder da policia não é de Sebasthien Rousseau?
= Afirmo doutor Tardelli. O embuste que fiz foi consciente. Vou encontrar meu amigo! E para isso preciso da sua ajuda.
- Está bem Luzia! Vamos chamar o Ravier Rousseau.

FINAL
  Como Dr. Tardelli e Luzia já esperavam!
O senhor Ravier Rousseau confirmou que o cadáver é de seu sobrinho Sebasthien Rousseau e queria levar de qualquer maneira os retos mortais para Pontoise na França. Mas o doutor Tardelli fincou pé e não deixou. Ainda mais depois do que Luzia acabou de lhe dizer que descobriu... Ele berra!
- O que??? Por que acha que fizeram isso? Você só pode estar louca!
Vou perder meu distintivo desta vez detetive Luzia Morano!
= Doutor Tardelli! Alguma vez eu já me enganei??? Tive os melhores professores Inspetor Andrea Giordano e o Inspetor de Policia Sebasthien Rousseau.


O Refém

Pensamento do Autor

Razão

A razão nasce do cérebro, de onde vem os pensamentos coerentemente elaborados quando necessários. Com a razão toma-se sempre uma decisão precisa. Já a emoção não, ela chega de dentro, vem dos nossos sentimentos, daí não pensamos, ouvimos apenas o o desespero.
O ruim é, que há momentos em que deveríamos agir racionalmente e acabamos agindo com os sentimentos; ficamos muitas vezes divididos entre a razão e a emoção. Nós mesmos é quem devemos aprender a saber distinguir a razão da emoção para não fazermos escolhas erradas... Já sabendo a diferença entre as duas, estamos com meio caminho andado. Mas só aprenderemos optando porque nem sempre agir com a razão é o melhor para nós. Assim como, assumir a emoção cegamente sem medir os prós e os contras da nossa escolha. É complicado lidar tanto com a razão quanto com a emoção, mas a vida ensina através da experiência que não devemos lidar com a vida alheia.

A escolha de Christine Nash o tornou um crápula.


Capítulo 1
 


Enquanto Joan Danelli estava sendo julgada por seus crimes, Sebasthien averiguava a vida de Christine Nash descobriu muitas coisas andando pelas ruas da cidade e percorrendo alguns bares.

Encontrá-lo sempre no mesmo bar em um fim de noite qualquer, já havia se tornado corriqueiro.

La estava ele como se esperasse algo, isto intrigava a mente aguçada do investigador Sebasthien Rousseau.

A maior parte do seu tempo Nash passava naquele bar, pelo menos durante a noite, desde que mudou de atividade. Nash trabalhou enfurnado num escritório sujo e sufocante.
Durante grande parte da sua vida ele viveu atrás de uma mesa minúscula,
 encurralada em um canto vago e amontoada de papéis.
Nash entrou cheio de esperanças para a Polícia de Nápoles .
Ele via nos filmes que os policiais eram usados em grandes batalhas e confrontos, mas o que lhe restou no departamento foi corrigir pilhas e pilhas de relatórios de seus camaradas, ele revisava com esmero detalhe por detalhe para ver se havia algum embuste nos mesmos, era um trabalho que não parava de crescer, não importava o quanto ele se esforçasse.
Muitas vezes passando como dedo duro porque tinha que entregar quando o relatório estava fora das normas do departamento

Seguia uma rotina maçante de acordar todos os dias as 06:00, da manhã, enfrentar uma hora de transito, isso em um dia promissor, depois passar dez horas em 2 metros cúbicos com o ventilador quebrado e o barulho infernal do telefone tocando incessantemente, como se fosse diretamente dentro da sua cabeça.

Até que um dia, ele surtou.

Pediu as contas, mesmo sem saber o que faria da vida daquele momento em diante. Sem nenhum plano, sem nenhum contato de emprego ou entrevista agendada.
Simplesmente desistiu.

Passou algumas semanas de ócio até que surgiu uma oportunidade para a sua nova atividade.

A família não aceitou e o abandonou.
Dos amigos, ele mesmo teve que se afastar.
Não queria deixar ninguém em perigo.

Desde então, Nash passava muito tempo neste bar.

Dominni, o Barman, era o que ele chamava o mais próximo de um amigo.
O cara o escutava atento na maioria das noites, enquanto servia um whisky atrás do outro.

A atividade de Nash se resumia a esperar e esperar.

Ficava noventa e oito por cento do seu tempo esperando uma mensagem de texto ou sentado naquele Bar esperando uma ligação. Sua atividade era um contato bem simples, apenas um nome.
O nome da pessoa que ele devia matar.

Não era necessariamente um trabalho ético, não possuía nenhuma responsabilidade social ou algo do gênero, mas a grana era boa.
Pagava suas contas e ainda sobravam uns bons trocados para gastar todas as noites solitárias com bebidas caras no bar do Dominni.

Até que em uma dessas muitas noite em que ele passava sentado no Bar tomando seu whisky e conversando com Dominni, sentiu o celular vibrar.
Já era bem tarde da noite, Nash pediu licença ao seu amigo Dominni e foi até a mesa mais adiante para ver do que se tratava a mensagem.

Era um SMS contendo apenas um nome: Dominni.

Estava quase amanhecendo, o bar já estava vazio.
Não havia viva alma ali além de eles dois.

Nash pediu desculpas ao Dominni que o olhou perplexo, incrédulo, sem mover um músculo, Nash sacou sua 9 milímetros e disparou no peito do amigo três tiros certeiros.

Virou as costas e foi embora, calmamente, mas com um pensamento martelando em sua mente:

Preciso encontrar um meio mais fácil e rápido sem precisar me expor assim.
Nesta hora Christine Nash pensou que trabalhar era mais fácil.
Saiu do Bar e atravessando de uma calçada para outra, encontrou uma moça que tentava abrir a porta de aço de uma loja donde tinha escrito no letreiro “Produtos Homeopáticos”
Assim ele conheceu Joan Danelli.



Capítulo 2

O senhor Máximo Beltrão foi sua ultima encomenda, porque Nash fugiu com o produto do roubo.

O senhor Beltrão era seu conhecido, ele sempre passava na joalheria e dizia que um dia compraria um anel com uma pedrinha de brilhante para Joan.
Nash por diversas vezes levou para Sr. Beltrão algumas guloseimas que Joan fazia.
Até que seu celular vibrou com a mensagem para ele matar o Sr. Beltrão destrancar a porta da joalheria e ir embora sem tocar em nada.

Nash foi até Joan que preparou a agulha de acupuntura sem saber para quem, claro!
Ele prometeu que seria a ultima vez e depois disso lhe devolveria Lucian.
Nash fez o que estava na mensagem do celular e saiu.
O que deu errado foi que ele gostava deveras do Sr. Beltrão.

A aplicação do veneno deveria ser feita da seguinte maneira: fincando a agulha no ponto exato, o que é bem fácil, é feito com um pequeno toque no fundo da agulha que entra serenamente, depois a agulha é retirada do local ficando o liquido.
A morte é instantânea por asfixia.

Nash estava nervoso por tirar a vida de mais um amigo, ao invés de retirar a agulha quebrou-a deixando a ponta que foi achada pela doutora Milla.

Nash foi para casa pegar Lucian para entregar a Joan, mas ele havia fugido da empregada.
Nash voltou à joalheria por impulso, ainda tinha a chave entrou e viu seu amigo deitado no mesmo lugar que ele deixou, as joias estavam nas gavetas, todas elas.
O cofre foi aberto e havia uma caixa vazia dentro dele, Nash então aproveitou e roubou as joias e o dinheiro que ainda estava no cofre.

Saiu trancou a porta e foi com o produto do roubo.
Desde então procura por Lucian. Este foi encontrado por “Cossaco” perambulando pela rua.

Ao mostrar as características físicas de Lucian disseram a Nash que estaria no abrigo. “Cossaco” desmentiu e escondeu o menino que tinha medo do pai por maus tratos.
Depois que Joan foi solta ele mantinha o filho enclausurado, Lucian era o trunfo para Joan fazer o que ele quisesse.

Havia passado três meses da morte do Sr. Beltrão até que os parentes permitisse que fosse feita a exumação do cadáver.
Agora precisavam pegar Nash.

A Polícia usou Lucian como isca, deixou Nash saber que ele estava entre as crianças de “Cossaco” e armaram um esquema para pegá-lo.

Os agentes vigiaram o dia inteiro e Nash não apareceu, então deduziram que ele viria á noite. Cortaram os cabelos de Lucian, vestiram-no novamente como menino e deixaram que ele aparecesse na janela para ser visto pelo pai.
Depois foram dormir.

Capítulo 3


Os soldados da NOCH estavam de prontidão em pontos estratégicos.
Por volta de vinte e duas horas ouviram o clic na porta de entrada e ficaram todos em silêncio.
No abrigo não existem muitos cômodos, as crianças dormem todas no mesmo local, somente “Cossaco” dorme separado por ser um adulto.
Nash entrou bem devagar para não acordar as crianças, pegou Lucian nos braços e ia saindo quando deram voz de prisão. Imediatamente ele segurou Lucian por debaixo dos braços deixando-o com as pernas penduradas e colocou uma faca em seu pescoço e gritou para os soldados:

- Me deixem ir ou furo Lucian!

Lucian esperneava gritando para que Nash o soltasse, ele por sua vez apertava mais o menino que chorava.

O capitão falou calmamente:

- Solte-o Nash! Você não tem saída.
Deixe o menino e venha conosco.

Nash não obedeceu, e com a ponta da faca furava o pescoço de Lucian na lateral, já estava sangrando e Lucian gritava desesperado deixando o pai mais nervoso.

Os soldados pensaram em sair do galpão para salvar a vida de Lucian.
Com o nervosismo e o medo de ser preso Nash poderia mesmo degolar seu filho.

De repende os policiais avistam uma figura imensa, vestida de negro com mascara de esqui por trás de Nash, viraram as armas na direção da figura que fez um sinal com o indicador na boca pedindo silêncio, e com sinais entendidos pela polícia disse que pegaria Nash por trás.

O Capitão continuou falando calmo com Nash;

Christine Nash você está machucando seu filho.

O sangue escorre pela roupa de Lucian e Nash continua com a faca aprofundando o ferimento, as crianças gritam desesperadas, “Cossaco” implora que ele solte Lucian.

Durante o desespero a figura de negro conseguiu chegar próximo e com os dedos, indicador e polegar deu uma torção no músculo supra-espinhal do braço que segurava a faca fazendo-o soltar e gritar de dor, em seguida pegou-o numa gravata por trás e calcou o cotovelo na coluna dele imobilizando. Nash foi algemado.
O capitão disse seus direitos e o levou para o camburão.

“Cossaco” chamou a ambulância para Lucian que sangrava sem parar, enquanto estavam preocupados em prender Nash e salvar Lucian, o estranho de negro desapareceu nas sombras.

Nash foi julgado e condenado. Prisão perpétua

Joan teve prisão decretada por cumplicidade 20 anos

Lucian foi entregue a Gena Danelli como tutora. 

As joias foram devolvidas.
 
Faltando uma parte que Nash não confessou de jeito nenhum o que fez com elas.






Final

Alguns dias depois Gena foi ao banco ver seu saldo, precisava trabalhar muito, agora tem um filho para criar, quando saiu o extrato Gena teve uma vertigem, se encostou á parede, depois engoliu seco e firmou o corpo para ler novamente o extrato.

Investimentos: saldo em 15/11/2012

Fundos de investimentos; Conta corrente.

Já descontados o imposto de renda: $22.000,000 

...

Veneno de Cobra


Pensamento do Autor

Cumplicidade

A Cumplicidade pode ter o significado de conivência ou de amizade.
 É utilizada igualmente nos dois sentidos
É utilizado como uma atitude positiva e desejável em uma relação, seja entre casais, amigos, familiares, etc. A cumplicidade numa relação também envolve parceria, confiança e apoio nas mais diversas decisões a serem tomadas.
 A cumplicidade no amor e em um relacionamento é uma característica importantíssima.
. Quando é utilizado o sentido de conivência, há normalmente conotação negativa e se refere à qualidade de ser cúmplice de algum ato ilegal. Neste caso, quem desempenha o papel de cúmplice, tem conhecimento ou participação no delito ou infração que foi ou continua a ser cometida.
Juridicamente, um indivíduo que foi cúmplice em algum ato criminoso pode ser julgado pelo seu envolvimento e parceria na execução do ato.

 O Inspetor Nathan Drake matou Splinter o atirador de facas!


Capítulo 1

O VINGADOR estava imobilizando Splinter quando Nathan chegou e lhe deu ordem de prisão, dando chance de Splinter fugir voltando depois para atacar Drake

Além da chuva torrencial que quase não os deixava ver um palmo diante do nariz, houve a sombra que veio na direção deles a toda velocidade, aproveitando da distração de Drake ao ser atacado por Splinter.

Luzia Morano que voltava da delegacia onde prestou depoimento contra o Venceslau Crisântemo o homem que tinha “fetiche” por anatomia de mulheres grávidas, viu o que estava ocorrendo e veio em auxílio ao seu amigo O VINGADOR num rompante de anjo da guarda. Aproveitando que estava chuvendo e ela estava toda de negro e com mascara de frio por baixo do capacete, avançou contra os dois para resgatar O VINGADOR justo no momento em que Nathan o rendia.
 Splinter que havia fugido voltou e o atacou.

Luzia resgatou Sebasthien e mandou auxílio para Nathan que ficou possesso ao ter perdido novamente O VINGADOR isso já o estava deixando louco.

Quando tudo aconteceu.
Luzia estudava evidências sobre o roubo a uma joalheria que parecia sem solução, pois não havia indício de arrombamento.

O vigia noturno foi encontrado morto dentro da joalheria que estava fechada normalmente. Mas precisou arquivar este caso porque foi colocada no caso do assassinato do Metrô.

O mafioso Charles Durnning conseguiu chantagear um grande químico nuclear que trabalhava com armamentos bélicos do exército de Nápoles.
Usando O processo de fissão o químico inventou a “arma T” uma arma com reação exotérmica, ela produz uma liberação violenta de energia acionada por nitrogênio. Mesmo depois que Franccesco o químico nuclear inventou a tal arma, Durnning continuou com suas chantagens Ele sempre queria ser o melhor, e viu que se conseguisse produzir uma bomba, teria toda Nápoles a seus pés, claro que a intenção dele não seria acionar a bomba, mas ganhar repeito e prestígio diante do medo dos governantes.

Durnning pediu a Splinter que se encontrasse com Franccesco no Metrô para pegar a formula. Mas ele chegou tarde, alguém havia matado o químico.

Uma fonte fiel do VINGADOR havia visto  Liang Lai o antigo chefe do Splinter atirar a faca em Franccesco.

Liang não queria que Franccesco fornecesse a fórmula para Durnning ele sabia que o mafioso se tornaria uma espécie de Rei da máfia dos narcóticos se conseguisse esta formula. Então, sabendo sobre o encontro do Splinter com o químico, Liang chegou primeiro, esperou dentro da composição do metrô que aguardava saída até que Franccesco se aproximasse deste e atirou uma pequena adaga chamada de o “Veneno metálico” no peito de Franccesco encravando até o cabo enquanto a composição do Metrô saía da plataforma. Porém, não conseguiu pegar a valise à tempo, por que Splinter chegou na hora em que Franccesco caía fulminado. Splinter o revistou, mas não encontrou nada, a valise havia deslizado para os trilhos na hora da queda de Franccesco.

Luzia Morano e Sebasthien desvendaram o caso da valise, que foi entregue ao agente especial Nathan Drack.

Agora ela precisa tentar dissuadir Nathan de levar Sebasthien à presença do FBI e desvendar o caso anterior que é o da morte na joalheria.

A joalheria foi furtada, na madrugada anterior ao assassinato do Metrô. Segundo a Polícia Militar de Nápoles, os ladrões não usaram nenhuma ferramenta para arrombar a loja, eles levaram vários produtos e mataram o vigia. Ninguém foi preso até agora.

O crime aconteceu na região da Vila do Valle, por volta das 03h00minh da manhã. A “PM” foi acionada por telefone, um vizinho ouviu o barulho dos suspeitos e deu alarme, mas quando os policiais chegaram ao local, os ladrões já tinham fugido. O vigia estava morto junto à porta que estava fechada e intacta. Foram furtados relógios, joias, pedras semipreciosas, acessórios, o caso foi entregue a Investigadora criminal Luzia Morano. A mesma pediu Exumação do cadáver, com muito custo a família permitiu retirar os restos mortais da sepultura por: Determinação judicial com a finalidade de atender aos recursos da Justiça na averiguação da exata causa de morte. Luzia Morano e a Legista Milla Marine foram até ao IML. Entraram juntas na sala com o carrinho que continha os materiais para que o médico legista e o perito criminal emitissem laudos explicando as causas da morte. Dez minutos depois, a equipe de detetives chegou à sala em que estavam Luzia e a doutora Milla juntamente com o químico da equipe.

A legista com uma pinça retirava do corpo tudo que poderia ser usado como evidência: resíduos que não eram da pele do morto, cabelos diferentes do dele, cálculos formados por baixo das unhas etc. e passava para o químico enquanto o detetive Joe parceiro de Luzia Morano colhia dados de um irmão dele que presenciou a exumação do cadáver.

Ou seja, o Senhor o Máximo Beltrão o vigia da joalheria.

O rapaz disse a Joe que Máximo iria se encontrar com um tal de Christine Nash um amigo chegado e que sempre estavam juntos e deu a Luzia o endereço da casa dele...

 Capítulo 2

= Vamos averiguar. - Disse Luzia para Joe seu parceiro e se dirigiram até o endereço que o rapaz deu, era a dez minutos do IML

= Uma casa as escuras! Vamos dar uma olhada. – disse Luzia

Os dois saíram do carro e entraram na casa com cuidado

= Não tem ninguém aqui. Disse Luzia enquanto continuaram adentrando o recinto que tinha a porta encostada. Eles atravessaram toda a casa e pela saída dos fundos, Joe avistou um galpão e foram até lá... Joe abriu a porta do galpão e entraram, o silencio era total, até que se ouviu um barulho, Joe sacou a arma e perguntou:

- Quem está aí?

Era um casal no escuro que se assustou com os detetives.

- Polícia de Nápoles. — Joe disse e mostrou o distintivo e continuou: - Vocês deveriam estar nas suas casas.

- Nós não temos casa. – disse um menino que parecia ter 16 anos.

- Essa é a nossa casa! Falou uma menina aparentando mais idade.

= Vocês são irmãos? Perguntou Luzia

- Não! Disse ela meio sem jeito.

= Vocês conhecem um rapaz chamado Christine Nash? Perguntou Luzia para acabar com tamanho constrangimento. As crianças se olharam.

- “Cossaco”!

Gritou alguém que estava mais no fundo assustando os detetives que novamente empunharam suas armas.

- Não, por favor! - pediu o rapazola Ela é paralitica.

A menina chorava de medo enquanto todos se acalmavam.

Os detetives olharam para todos os cantos esperando a chegada do “Cossaco” Luzia ouve um barulho e olha para cima perpendicularmente e vê um rapaz que aparentava uns vinte anos descendo as escadas do galpão, atendendo ao chamado da garota. Ele disse:

- Calma Rina não lhe farão mal.

Quando chegou bem debaixo da única lâmpada, Luzia percebe no rosto dele uma cicatriz feita por um corte de faca e pergunta tentando amenizar o clima tenso:

= Vocês estão imitando Peter Pan e a terra do nunca?

Cossaco rui com ironia e disse: - Não!

= Você cuida destas crianças?

- Sim, um dia alguém cuidou de mim estou retribuindo.

= De onde eles vieram?

- De suas casas onde seus próprios pais os molestavam e maltratavam aqui eles têm todos os dias suas refeições e se ajudam quando precisam de algo. E melhor, eles têm com quem contar. Eu!

= Sabia que é ilegal e podem levar vocês para o abrigo?

- Estou tentando cuidar desse lado

= Sozinho?

- Não! Com a ajuda de Joan Danelli, ela me auxilia nesses lances de burocracia.

= São namorados?

- Não! Amiga da causa, nos ajuda com dinheiro para comprar o que comer beber e vestir.

= Quanto ela dá?

- O suficiente para compramos o que nos mantém vivos. Foi uma regra que inventamos para que não sobre dinheiro para gastar com o que não deve.

= E quanto a narcóticos, álcool?

- Nenhum de nós usa drogas ou álcool Policial.

Outra criança apareceu dizendo convicta:

- A gente Somos expulso do grupo se a gente fazê isso.

= outra regra?

- Sim! Mas, peraí! O que vocês estão fazendo aqui na nossa casa?

= Me deram este endereço para procurarmos Christine Nash. – novamente entreolharam-se...

= Conhecem Christine Nash?

- Ele veio algumas vezes aqui, disse a menina que foi encontrada primeiro com muito ódio.

= O que ouve? – perguntou Luzia.

Cossaco disse a Luzia

- Pode me acompanhar Policial? -: fazendo um sinal com a cabeça de que era doloroso o que iria dizer.

= Sim, Cossaco! Pode me chamar de Luzia.

Luzia e Cossaco subiram para o andar de cima do galpão.

Cossaco contou-lhe toda história deixando Luzia perplexa e com muita raiva. Eles conversaram um pouco e depois desceram, Luzia e Joe saíram do galpão e foram para o prédio em que a equipe trabalhava. Quando chegaram, os químicos disputaram a atenção dos detetives para falar sobre o que descobriram. Luzia foi para o necrotério junto com Milla a legista descobriu o corpo de Máximo e disse.

- Ele morreu por asfixia.

= Como? –indagou Luzia e Joe.

A legista retirou do bolso um saquinho com uma minúscula pontinha de metal roliço deu para Joe dizendo:

- Análise! Quando tivermos o resultado eu digo para você.

Joe apertou o botão do elevador e foi para o segundo piso, o piso do laboratório.

Os detetives foram para delegacia esperar o resultado.

Nathan Drake com um mapa tentava fazer a rota dos crimes e a facilidade com que Sebasthien chegou, para descobrir onde ele morava, nem tomou conhecimento dos detetives ansiosos.

Eles sabem que a Doutora Milla adora plateia e essa espera dá nos nervos. Nisso a bela Paraguaia entra no escritório.

Joe diz se levantando.

- Estamos todos ansiosos doutora o que tem de importante para nós?

Milla dá uma olhadinha para o belo Nathan que nem se importa com o burburinho e diz:

- Ele foi morto com uma agulha de acupuntura!

- O Que??? – perguntam todos espantados fazendo com que até Nathan também prestasse atenção.

- Acalmem-se e ouçam.

Alguém que o vigia Máximo conhecia bem, entrou na joalheria e como era conhecido e talvez tenha feito isto por várias vezes sem causar suspeita ele ficou despreocupado. Esta pessoa enfiou na nuca de Máximo uma agulha de acupuntura.

- Mas doutora... - retrucou Joe

- psiuuu, calem-se e ouçam: O indivíduo que enfiou a agulha no vigia teve motivos para se aproximar bem dele sem causar suspeita como eu disse. E nesta agulha, havia veneno de cobra.

- Sabe qual cobra? – pergunta Nathan

- Cobra coral.

= Por isso morreu asfixiado Milla? – perguntou Luzia

- Sim Luzia, O veneno da cobra coral verdadeira mata uma pessoa asfixiada.

= E quem colocou o veneno na agulha.

- Não faço ideia querida! Isso é com vocês detetive.

Mas talvez tenhamos uma ajudinha para vocês.

- Uma ajudinha, qual? Pergunta Joe animado.

Milla retira mais um saquinho do bolso do jaleco e entrega a Luzia dentro, contém um pedacinho de canudo plástico de tomar refrigerantes, com uma das pontas fechada com algodão. Luzia olha perplexa e pergunta:

= o que tem isso a ver com o crime Milla?

- Foi onde o assassino carregou a agulha embebida no veneno. Ai tem a impressão digital do assassino querida.

Imediatamente foram para o computador procurar o dono ou dona da impressão digital.

Luzia e Joe soltam quase um grito quando vê a ficha criminal do assassino. Ela tem uma ficha criminal robusta e longa. Já foi presa por envenenamento de dois casais num restaurante que ela trabalhava em Vêneto na Itália cumpriu 05 anos de prisão, mas a irmã dela pagou sua fiança.

Ela fez serviço comunitário em San Domenico onde fugiu depois de envenenar algumas crianças.

Seu nome: Joan Danelli...

Joe dá um pulo da cadeira dizendo apreensivo;

- Luzia! As crianças.

= Se acalma Joe! As impressões no canudinho fazem dela um suspeito e não um assassino, temos que averiguar.

- Mas Luzia!

= Sem mais Joe. A sua simpatia pelas crianças não podem estar acima do seu dever. Vamos!

Capítulo 3

Luzia e Joe foram averiguar

- O que ela tem contra crianças Luzia?

= Não sei Joe, vamos averiguar! Será que ela tem filhos – Disse Luzia enquanto iam para o carro.

=- Ela tem sim, um.

Disse uma voz forte e rouca atrás dela, Luzia vira-se e exclama:

= Sebasthien! O que faz aqui?

=- Vim ajudá-la Dama de ferro.

Joe já estava no volante do carro, ao ver Luzia conversar com alguém despreocupada espera tamborilando no voante uma música de Javier que está tocando no rádio.

Sebasthien falou no ouvido de Luzia

=-Tinha um garotinho numa cadeira de rodas no grupo que vocês descobriram?

=Garotinho? Pensei que fosse garotinha.

=- Bom que você reparou, mesmo não sabendo o sexo da criança.

= Espera Sebasthien, “Cossaco” me contou a história do pai delinquente dela,ou dele.

=- Exato!

= Vamos falar com o capitão!

Não Luzia! Vá você e exponha meu parecer. Não quero encontrar com o figurão do Birô.

Os detetives Joe e Luzia subiram de elevador para o terceiro andar do prédio com as ideias fervilhando de como iriam abordar o capitão.

- Onde está o capitão? – pergunta Joe a Dantes o tenente do dia.

- Na sala! O que ouve novos indícios?

- Bombástico disse Joe se encaminhando a sala do Capitão da equipe com Luzia. Bateu na porta, o capitão deu a permissão para ele entrarem.

- Fale Joe!

- Capitão! Temos que chamar Joan Danelli para fazer um interrogatório. Luzia tem uma teoria.

- Qual a teoria Luzia? – pergunta o capitão

= Achamos que foi ela que matou o vigia da joalheria, Joan Danelli colocou a agulha da acupuntura no veneno de uma cobra coral verdadeira e injetou nele..

- Acham que tem o caso quase que resolvido?

-Sim Capitão, a explicação de Luzia é perfeita. - Disse Joe

- E se não for?

=Continuaremos investigando. Mas preciso que o senhor contacte Joan Danelli

- Pode deixar.

O capitão marcou para o dia seguinte uma reunião com Joan Danelli no escritório da equipe. Chegou o dia do interrogatório da assistente social. O detetive Joe iria fazer as perguntas e Luzia junto com o promotor Augustus e o capitão Johnny acompanharam o interrogatório pela outra sala. Joe começou:

- Joan Danelli você já trabalhou em algum instituto com cobras ou com algum outro animal venenoso?

- Não.

- Se nunca trabalhou em institutos pesquisa biomédica como conseguiu o veneno de uma cobra coral?

Ela ficou quieta. - Joe continuou:

- Já sabemos que foi você que colocou veneno da cobra coral na agulha de acupuntura para matar o senhor Máximo. Não tem como negar, suas digitais estão no canudinho que continha o veneno.

Sem mais o que fazer Joan começa a falar:

- Onde eu moro tem muito mato às vezes aparece cobras e...

Por que matou Máximo Beltrão?

- Eu não infetei a agulha nele detetive.

-Tem suas impressões, não adianta mentir Joan.

- Eu forneci a agulha com veneno ao Christine Nash

- Porque fez isso se sabia que ele iria matar alguém

- Eu não sabia exatamente o que ele iria fazer, foi uma troca que combinamos, mas ele não cumpriu.

- Qual era a troca Joan?

- Devolver Lucian o meu filho, aquele covarde do Christine Nash tirou meu filho de mim.

- Porque você está ajudando as crianças do “Cossaco”? Qual a sua intenção, matá-los como fez em San Domenico?

- Não detetive, por que vi Christine Nash entrar lá várias vezes. E como ouvia gritos, achei que ele escondia lá o meu filho. Mas não é...

- O seu filho está lá!

- Não! Já fui lá vaias vezes ajudá-los e a criança que tem mais ou menos a idade de Lucian é uma menina.
 E porque meu filho estaria lá se não fosse escondido por Christine Nash

- Ele está lá, porque a mãe dele não tem um mínimo de responsabilidade!

- Como não tenho? Fui jogada a este rumo da vida por chantagem de Christine que sempre escondeu Lucian de mim.

Eu quero ter meu filho de volta e achei que desta vez iria conseguir e mais uma vez ele me enganou.

- Conseguir nada. Você vai é para a cadeia de novo.

Você matou uma pessoa Joan, vai cumprir anos na prisão, talvez consigam pena de morte por seus antecedentes criminais.

- Detetive! O senhor está tentando por atrás das grades a pessoa errada. Enquanto o criminoso vai fugir com meu filho. Se ele está com o roubo da joalheria pode ir para longe e nunca mais vou ver meu filho.

- Seu filho está com “Cossaco” como eu já lhe disse, e Nash não sabe.

- Santo Deus como assim? Em que lugar?

- O garoto está tentando ajudar seu filho, escondendo-o, junto com as outras crianças. Transformou-o em uma menina. O seu filho é a menininha da cadeira de rodas.

Foi a única coisa que puderam fazer.
Estivemos lá e notamos que o simples mencionar do nome Christine Nash deixava-os apavorados. Com sua narrativa agora juntei os fatos. Eles o estão escondendo de Nash.

- Meu filho está paralítico? O que aconteceu a ele?

- Não sabemos ainda. O que precisamos agora é pegar Nash o que vai ser ruim porque ele tem uma ficha limpa.

Até provar o contrário você é o assassino, voce, tem a ficha sua, você matou. E não matou só uma pessoa, Joan. Vai ter que assumir seus erros, não tem como ser diferente.

- E como “Cossaco” vai cuidar de sete crianças agora? Dar de comer, de vestir? Onde eles vão viver se pedirem o abrigo? Não pensam nisso, policial?

- A polícia vai ajudar ao “Cossaco” no que ele precisar para manter as crianças. Mas saiba que o que você fez não tem perdão e não foi justo. Você manou pessoas, matou crianças.

- Todas as vezes eu só forneci o veneno Detetive!

- Mas sabia que seriam para matar alguém! Como aprendeu a lidar com venenos?

- Eu trabalhei como assistente no consultório de acupuntura da Doutora Ling Lai e vi que ela colocava narcóticos nas agulhas de acupuntura e neutralizava os pacientes que tinham medo do tratamento. Neste tempo eu era mulher de Christine.

-Você foi mulher de Nash?

- Sim Detetive.

- Porque não disse isso desde o começo?

- Porque tenho medo que vocês deixem meu filho com ele, ele é o pai.

- Deus do céu e faz chantagem com o próprio filho Joan? Esta história está mal contada.

- Calma detetive! Agora que já abri a boca vou explicar.

Como eu estava dizendo; neste tempo eu descobri sobre neutralizar as pessoas e contei a ele, não por maldade, comentando como era simples neutralizar alguém e tive a besteira de dizer que poderia até matar.

Christine falou assustado

- Que isso! Neutralizar é uma coisa querida, matar como?

- eu respondi que da mesma maneira que era um narcótico poderia ser um veneno que matasse por asfixia. Ele quis saber que tipo de veneno faria isso e eu contei sobre o veneno da cobra coral, mas teria que ser verdadeira, que não poderia ser confundida pela cor. Nunca imaginaria que um dia ele me pedisse para fazer. Alguns meses depois ele me chegou dizendo que queria que eu preparasse uma agulha com veneno e aplicasse em alguém, disse que o cara era um mafioso safado que vivia em surdina como um grande empresário.

Eu não aceitei! Então ele ficava insistindo.

Para evitar eu sai do consultório, deixei o emprego, eu estava grávida e não queria essa vida para meu filho. Quando Lucian nasceu, alguns meses depois, Christine voltou a falar sobre o veneno não aceitei nem conversa, então ele irado saiu de casa, nos abandonou.

No dia que Lucian fez um ano ele voltou com presentes, parecia arrependido disse que teve outra mulher, mas queria a família dele, essas coisas. Ficou em casa... Pela manhã quando acordei ele tinha levado meu filho de mim...

E disse que me devolveria caso eu o ajudasse com algumas pessoas, eu disse que poderia ser o maior bandido, mas eu não era assassina. Christine teve a infeliz ideia de me pedir que o ensinasse a usar as agulhas. Para ver meu filho em meus braços novamente, eu ensinei com um livro que eu possuía e um mapa do corpo humano o local dos pontos.

Ensinei a ele a encontrar o MO, ME, no encéfalo (que associa com IG-16) que é a Intersecção dos 3 YANG da perna. Ali neste ponto se fosse colocado qualquer coisa desde narcóticos a veneno, seria de ação imediata. Ele aprendeu me usando como cobaia, me fez sentir dores horríveis até encontrar o ponto DU MAY.

Mas ele não parou por aí. Não me devolveu Lucian e ainda me obrigou a manipular os venenos. Eu coloco as agulhas em um canudinho descartável e peço para que jogue fora longe dos “trabalhos” dele. O casal do restaurante ele disse que foi por que precisou fugir rápido, então deixou as provas com minhas impressões. E as crianças foi culpa minha, não consigo me perdoar detetive. Meu filho estava longe de mim á dois meses era desesperador, eu consegui um emprego num albergue de menores e o desgraçado foi lá me pedir para preparar algumas agulhas. Eu fiz na mesinha do almoço deles, deixei cair por falta de atenção o veneno enquanto manipulava as agulhas, as crianças de alguma maneira ingeriram os resíduos do veneno. Foram hospitalizados e a policia encontrou resíduos também nas luvas que estavam no bolso de meu uniforme. Fui presa e me mantive em silencio sobre Christine pelo Lucian.

- E sua irmã, está envolvida no crime?

- Não! Gena é inocente!Não fazia nem ideia do que eu fiz.

- Ela pagou uma grana preta para te tirar da prisão. A sua pena de ter envenenado as crianças e o casal no restaurante era de vinte e cinco anos e você só ficou cinco. Donde ela tirou o dinheiro.

- Certamente de Christine que precisava de mim novamente.


Final!


- Dessa vez você não se safa, e Gena será proibida de te tirar da cadeia.

-E quem vai proibi-la Detetive?

O promotor entrou na sala de interrogatório e respondeu a pergunta:

- O juiz vai proibi-la. O seu crime pede uma pena de morte no máximo.

- E no mínimo? Eu não matei ninguém a não ser por acidente.

- Matou sim Joan! Você só não aplicou, mas foi conivente com o crime, deveria ter dado parte de Christine Nash para as autoridades competentes.

- Não! Por favor, tudo que fiz foi para não ficar sem meu filho, não me tirem meu Lucian.

- você escolheu a maneira errada para isso minha filha!  - disse o promotor Augustus

O júri e o juiz deste caso vão decidir. Mas você pode ter certeza que vai morrer na prisão, sem Gena e sem seu filho. Sinto muito você foi quem errou em não confiar na lei.

Joan calou-se, nem mais uma lágrima vimos correr em sua face, seu coração estava empedernido pela tristeza, pela decepção que a vida lhe causara.

Dois policiais entraram para buscar Joan na sala do Capitão e leva-la para a prisão.

OBSESSÃO

Pensamento do Autor "Fetiche"

Fetiche vem da palavra Francesa “fétiche”
E quer dizer
(um empréstimo)
A língua portuguesa traduziu em feitiço, cuja origem é o latim “facticius" que traduz (artificial fictício”)
É de certa forma um objeto material ao qual se atribuem poderes mágicos ou sobrenaturais, positivos ou negativos.
Um fetiche é, sobretudo, uma espécie de obcessão por alguma coisa, uma situação, pessoa, ou parte da pessoa.
Uma atração ou fixação incontrolável que dá origem a um prazer intenso. 
Nem todas as espécies de fetiche estão diretamente ligadas à prática sexual
O fetiche da mercadoria opõe-se à ideia de "valor de uso", uma vez que este se refere estritamente à utilidade do produto. O fetiche relaciona-se à fantasia (simbolismo) que paira sobre o objeto, projetando nele uma relação social definida, estabelecida entre os homens., relativizando a noção de fetiche ao constatar os fatos são também ficções, e as ficções são também fatos.
O simbolismo seria constituinte da própria realidade.
A artificialidade seria uma condição positiva dos fatos. O Fetiche é sadio até que não imponha a vontade de quem não o deseja, assim será: Estupro psicológico.


Cap 1 


  Luzia Morano caminha pela Alameda 25 onde moravam seus pais, ela sentiu uma grande vontade de ir até a sua antiga casa. Sua barriga já está bem pontuda, enquanto caminha até em casa admira sua barriga nos reflexos das vitrines acariciando-a e pensando em Andrea o pai de seu filho, sentindo saudades e pensando em quanto ele ficaria feliz com a chegada de Jr.Luzia tem trabalhado muito com todos esses crimes para desvendar e o tempo que lhe resta para montar o enxoval é curto. Hoje ela saiu um pouco mais cedo para escolher as roupinhas de seu bebê, 

 Luzia parou em frente uma vitrine encantada com a variedade de mantas, quando nota pelo vidro da vitrine uma silhueta masculina com os olhos fixos nela. Luzia treme! 
A possibilidade de ela estar sendo perseguida era de quase cem por cento, ela sabia disso, mas mesmo assim não seria covarde ao ponto de entregar o jogo. 
Pegou uma câmara aperfeiçoada dessas que usam os detetives e sorrindo como toda mãe encantada filmou sua barriga na vitrine. 
(claro que o intento era pegar o perseguidor na filmagem)
O indivíduo usava um chapéu ridículo e fumava um cigarro de palha soltando grandes baforadas de fumaça.

- Que nojo! Coisa mais antiga. – pensa Luzia enquanto filma.

Depois de filmar “a barriga” Luzia foi rapidamente pra casa revelar os filmes. Tinham vários zoons do homem e em todos eles, a cena principal era a fumaça que vazava dos lábios grossos do indivíduo. 
O mesmo olhar promíscuo, a mesma exatidão que ele possuía ao encará-la. Luzia Tremeu, suou frio como nunca fizera igual, ela sempre pensou que tanta tensão fosse pura invenção de cinema. Luzia adorava debochar das expressões dos atores... 
Hoje percebeu, quão realístico era aquilo que estava passando, lembrou e absorveu os mesmos calafrios dos atores e os mesmos gritos internos dos filmes de terror enquanto revia o filme várias vezes.

 No dia seguinte ao sair novamente do trabalho Luzia sentiu os passos conhecidos e pensou:

- O que será que esse filho da mãe quer comigo?

O homem continuou a observá-la, às vezes tirava o chapéu da cabeça e a cumprimentava. Luzia sentia seu corpo se dissipar por inteiro, temia por seu filho, sabia que esse homem a seguia, mas como provar isso na delegacia, passaria por louca, ele era até gentil.
Luzia caminhava pela cidade de olhos atentos nas vitrines donde via a silhueta do tal homem, nesse dia ele ficou para trás. 
Luzia deu graças, afinal ele desistiu de segui-la, mas a mente policial dela não perdeu nem um pouco a atenção. De repente ela o vê mais a frente e nota que ele possui uma bengala coisa que ela ainda não havia notado, ele está encostado no muro olhando para baixo, Luzia resolve não passar por lá, entra em uma Rua antes desta, e descobre desesperada que ele desencostou do muro, apoiou a bengala na calçada, puxou o chapéu para frente do olho e acelerou os passos até ficar mais próximo dela... 
O que Luzia queria era abordá-lo e prendê-lo, mas por quê? Suas cordas vocais suplicavam que fizesse isso, porém, ela não deixou que seu desespero fosse notado.
Porque como policial, ela sabe que quando se está sendo perseguido, deve-se ter confiança e não aparentar preocupação.
Mesmo que Luzia não tivesse gritado, tinha a testa franzida e os olhos choravam sem chorar. 
Seu rosto falava por ela. 
No “Beco” não adiantava gritar, não iriam acudi-la.

 Luzia não teve escolha: correu. Correu como se hoje o mundo fosse acabar, como nunca havia corrido... Precisava salvar seu filho.

E ele também correu.
Até que chegaram à Rua Projetatta.

O homem a alcançou sem deixar lugar para ela continuar sua desembestada carreira.
Finalmente Luzia gritou.
Ela repetia descontrolada, a mesma frase, com os olhos lacrimejando que chegava a sentir o gosto salgado das lágrimas.

- ”Não, por favor. Não, não, não… por favor, meu bebê”.

Luzia estava com tanto medo que algo acontecesse a seu filho que não lutou, se deixou segurar por aquelas mãos asquerosas.

O homem a encurralou na rua sem saída, segurando seus braços pelo pulso com bastante força. 
Ela chorava e perguntava o porquê daquilo.
Ele colocou o dedo indicador sobre a boca de Luzia mandando-a se calar, mas para a surpresa de Luzia, o cara também tinha lágrimas nos olhos.

— Desgraçado! Você deveria se envergonhar de assustar uma grávida assim. E está chorando por que seu imundo?  perguntou Luzia procurando uma brecha para fugir.

- Ninguém me entende! – fala ele suspirando decepcionado

- ninguém consegue compreender meu lado. Sou um apreciador de mulheres grávidas e também sou um artista. Eu componho poesias que falam sobre a anatomia de uma mulher que está gestante, ninguém percebe a beleza.

Dizendo isso, ele se ajoelhou no chão sem soltar os pulsos de Luzia e achegou a cabeça em seu ventre.
Luzia pensou em chutar-lhe os colhões, mas precisaria ser bastante forte para que depois, pudesse correr até em casa que ainda estava a dois quarteirões por ela ter mudado o caminho para fugir dele. Então, pensou em distraí-lo falando algo que o aborrecesse a ponto de querer lhe retrucar, e falou:

- Você não é um poeta!

Ele se virou vagarosamente e perguntou:

- Porque diz isso?

- porque um poeta tem que ter essência?

Retrucou Luzia e ele continuou com o cenho franzido:

— Ser poeta para mim não é compreender a beleza estética, e compreender o modo de vida, o pensamento e os gostos de quem escreve.

Novamente ela ia replicar, mas foi barrada por ele:

— Cale-se! Eu não quero e nem preciso me satisfazer com mulheres grávidas como você, Não fique na defensiva desse jeito e também não me humilhe mais.
O que eu preciso de você é fazer de ti a minha inspiração. Sentir os contornos de seu ventre! 
– dizendo isso ele esfrega levemente a cabeça no ventre de Luzia e continua:

- Preciso que você não corra de mim quando eu quiser conversar. Preciso que você não veja em mim um Puto pervertido só por eu gostar de escrever sobre a anatomia das mulheres grávidas. Sou um homem desacreditado, sem influências e sem moral por meus gostos e...

Antes que termine leva um golpe na nuca com a sua própria bengala que ele havia deixado no chão ao se ajoelhar.

Luzia levanta a cabeça e vê seu salvador 
– Nathan Drack – que estava à caça do VINGADOR e quando chegou na Rua Projetatta foi alertado por uma mocinha de que esse crápula seguia uma mulher;

- Você está bem Luzia? Pergunta o federal.

- Agora estou, mas tive muito medo por meu filho.

- Quem é esse cara Luzia?

- Não sei Nathan vamos revistá-lo. Disse Luzia; 

e começaram a investigar os bolsos do homem. Pelos documentos ele tinha sido despedido por falta de atenção no serviço.

Investigando, Luzia e Nathan descobriram que o nome dele é Venceslau Crisântemo e que ele era alto executivo de um conglomerado financeiro. O Presidente havia desconfiado da mudança de atitude dele e contratou um detetive para segui-lo e descobrir o que este fazia, para que estendesse tanto seu horário de almoço. O Presidente disse ao detetive:

- Eu quero ter certeza absoluta se Venceslau faz algo duvidoso antes de despedi-lo.

Após uma semana o detetive volta e trás seu relatório:

- “Todos os dias da semana, o Sr. Venceslau sai do trabalho, no horário de almoço, apanha o carro, vai em casa almoçar, depois vai até a casa do Senhor Para elogiar a gravidez da sua esposa e fazer poemas sobre a anatomia dela enquanto fuma calmamente um de seus excelentes charutos assim que termina volta para o trabalho, é somente isto que o atrasa tanto no horário de almoço senhor Presidente”.

Esse havia sido o motivo de sua demissão por justa causa, ganhando a fama de pervertido. Isto fez com que não fosse mais contratado por grandes empresas.
Como o tal Venceslau não machucou Luzia nem nenhuma outra mulher teve que ser solto.

 Capítulo 2


Enquanto isso em outra viela da Rua Projetatta

Uma figura caminha por entre as pessoas quase que imperceptível em sua roupa negra... É O VINGADOR que faz sua ronda noturna, ele está apreensivo, pois há alguns minutos atrás sentiu a presença de um vulto negro muito rápido que o seguira... Pouco depois, a chuva começa a cair ficando torrencial como se fora enviada. Os raios se tornam cortantes, mostrando ao VINGADOR uma luz que ofuscava a visão no escuro e na dificuldade causada pela chuva. 
Quando os raios cortaram o céu ele pode ver um vulto negro passando e pensou:

- Novamente esse vulto que conheço dos meus pesadelos.

Novos raios! O VINGADOR vê que o vulto está parado mais adiante, e que a tal luz vem da mão dele.

O VINGADOR continua sua caminhada mais atento, está chegando seu prédio e o vulto continua parado como se fosse estátua. No alto da torre da Igreja o relógio marca 23:59m . Sebasthien divaga:
Meia noite; o relógio começa a soar uma, duas, três vezes...

- Feliz Aniversário Pai, viu eu esperei para te dar parabéns agora vou te abraçar e vou dormir.

Quatro, cinco, seis vezes...

- 25 anos querido! Já devia ter juízo! Mas amamos você mesmo assim. Venha até aqui abrir os presentes...

Sete, oito, nove, dês vezes. Sebasthien sorriu, sabia que Marie nutria certo desprezo por seu trabalho, mas no fundo tinha orgulho dele e Françoise sentia o mesmo que ela...

A última badalada pareceu soar mais alto do que as anteriores e ainda ecoou nos ouvidos de Sebasthien, por menos que o tempo de um batimento cardíaco, porém, pareceu durar uma eternidade assim como o silêncio que veio depois.

É seu aniversário, e a única companhia de Sebasthien é aquele vulto na chuva que com certeza não iria lhe dar os parabéns.

Pela altura do poste o vulto encostado nele tinha mais ou menos a sua altura, quase dois metros. Sebasthien de repente correu na direção do vulto negro que estava em frente a igreja.
 Ele começou a correr também com movimentos estudados, e lançou duas adagas na direção de Sebasthien que desviou rápido abaixando totalmente o corpo em arco para trás, depois rolou no chão e sacou as adagas que haviam caído adiante, levantou e continuou correndo sua vida dependia de seus movimentos rápidos. 
O vulto também correndo atirou outra adaga, Sebasthien mais uma vez fez um giro se esquivando e atirou as adagas que havia pegado no ar ao serem atiradas pelo tal vulto.
Continuou correndo uns 5 metros para o outro lado, notando decepcionado que o vulto desviou e refez o movimento diminuindo uns quatro metros de Sebasthien, já podiam olhar-se nos olhos. Os dois estavam de máscara, mas O VINGADOR conhecia aqueles olhos azuis esféricos de mira certeira -Splinter!
E Splinter conhecia o ódio que nutria o olhar cinzento penetrante do Vingador.
Sebasthien deu um salto para cima dele com intento de imobilizá-lo, mas Splinter sacou sua Taser prateada e atirou um projétil de calibre 5,65 ponte-aguda donde prenderia O VINGADOR pela onda T novamente, mas O VINGADOR esquivou-se e ainda no ar, colocou a mão dentro do, sobretudo, pegou seu canivete, fez um movimento para trás com o braço esticando-o perpendicular ao corpo e paralelo ao chão e lançou-o com um movimento muito rápido, soltando quando seu braço estava totalmente esticado para frente.
O canivete voou como um projétil na direção de Splinter que simplesmente inclinou a cabeça para o lado levando junto seu tronco numa rotação de 90 graus e o deixou passar, acompanhando-o com o olhar.
O VINGADOR aproveitou essa distração e puxou as pernas de Splinter jogando-o no chão, enquanto caia Splinter sacou novamente a Taser, mas antes que disparasse
O VINGADOR rodou seu corpo puxou suas pernas num rápido movimento sentando sobre suas costas, sem soltar a Taser Splinter tentava atirar para trás enquanto era imobilizado em uma gravata...

- Parado vingador! Polícia! Levante-se de vagar com as mãos atrás da cabeça.

Sebasthien se levanta com as mãos à vista apoiadas na nuca.

- Vire-se de vagar! Diz quem deu a voz de prisão.

= Se é assim... Je suis aux ordres! – você?

Diz Sebasthien ao ver que se trata de Nathan Drake

Aproveitando disto Splinter desapareceu na direção da Alameda 25 sumindo na escuridão e na dificuldade de visão que a chuva provocava.

- Calado VINGADOR! Tudo que disser sem a presença de um advogado poderá ser usado contra você.

= Eu conheço isso Nathan! Você me segurou e deixou o assassino do Franccesco fugir.

- Quem? O atirador de facas? Conta outra VINGADOR! Ele não seria imobilizado assim por você com toda astúcia dele, vamos ponha as mãos para trás.

Disse Nathan algemando Sebasthien e o empurrando para uma viatura federal que estava mais adiante.
Sebasthien seria levado à presença do diretor do Biro Federal de Investigação

O Federal Bureau of Investigation ou simplesmente Escritório Federal de Investigação é o mais conhecido órgão federal dos Estados Unidos que faz o papel da polícia federal daquele país. Sua sede fica em Washington, Vieram à Itália por pedido do diretor do Órgão Federal de Investigação de Nápoles (OFIN) para ajudá-los na captura do VINGADOR.

Finalmente pegaram Sebasthien Rousseau O VINGADOR

Capitulo 3

A chuva parecia aumentar a cada minuto, o que seria impossível, pois já havia chuvido bastante.
Os raios caiam agora com mais frequência e o frio era quase congelante, contudo, Sebasthien não sentia nada disso, seu ódio por Splinter o aquecia mais do que qualquer inverno.
Dava-lhe cada vez mais força, Nathan continuava guiando Sebasthien segurando pelo ombro com os braços presos.
Não se passara nem 10 minutos dês de a meia noite, porém, o tempo parecia arrastar-se.
Tudo era percebido em câmera lenta, tanto por ele, quanto por Nathan que o levava preso.
Nathan passa as mãos pelo rosto retirando um poço da água da chuva quando nota que uma sombra avançava velozmente na direção deles pela frente.
Nathan saca a pistola para atirar, mas se detém com algo que vem por atrás dele, bem a tempo de saltar para esquerda e evitar o que quer que fosse.



Num movimento instintivo Nathan se jogou no chão sentindo algo passar raspando por suas têmporas e disparou quatro tiros na figura indistinta que se aproximava sorrateiramente pelas suas costas, e então, saltou novamente e se pôs de pé ao lado do cadáver. Olhou em volta se havia mais alguém... Silêncio!
Procura por Sebasthien e pelo vulto que viera pela frente haviam desaparecido, Nathan se abaixa ao lado do cadáver, ele tem uma máscara, Nathan retira a máscara, dois grandes olhos azul esféricos parecem sorrir...

Final


Nathan procura as chaves do carro que perdeu durante este incidente quando o estardalhaço da polícia o assusta.

- Quem os chamou? – pergunta Nathan ao ver a rapidez em que chegaram.

- duas pessoas de negro em uma moto envenenada. O homem do carona me disse que o senhor estava em apuros com o assassino do Franccesco. O químico que foi assassinado na gare do Metrô.

- Como o Senhor está capitão?

Nathan se afasta um pouco sem responder ao policial. Quer extravasar sua raiva;


- VINGADOR seu desgraçado! Você me paga! Desgraçado!
...